Despedida

Estimados amigos,

Após quase 4 anos, informo a todos que estou mudando a plataforma deste blog. Desde de outubro de 2009 estou com um blog no Portal do Mercado Ético - http://mercadoetico.terra.com.br/blogs/efraim-neto/

Por este motivo, gostaria de convidar todos vocês a continuar assistindo o meu blog nessa nova esfera de conteúdos.

Atenciosamente,

Efraim Neto

Inversão de valores no investimento em infraestrutura no Brasil

Por: Efraim Neto

Que o Brasil carece de políticas públicas no setor de infraestrutura não é novidade há muito tempo. Segundo estudo da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), o país necessita investir cerca de R$160,9 bi ao ano neste setor, para que assim possa garantir um crescimento econômico justo. E não sustentável, como muito pensam.

Em 2008 foram investidos R$ 106,8 bi e esta é a primeira vez depois do milagre econômico, que o País consegue atingir a meta de investimentos para buscar a universalização dos serviços deste setor.

Dentro dos investimentos está o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), onde há questionamentos importantes em relação os estudos de EIA/RIMA e as consequências ambientais. Quem perder com isso? A sociedade.

É mais do que natural que na história deste País a sociedade tenha que se submeter às escolhas de uma pequena minoria. Em meio à crise econômica, tudo bem que mais enfraquecida, vemos um crescimento no setor industrial. Em maio, pelo quinto mês consecutivo, o setor industrial brasileiro registrou crescimento em relação ao mês anterior. Desta vez, o aumento foi de 1,3%, já descontadas as influências sazonais. Nos cinco primeiros meses houve uma expansão de 7,8%.

Mau Exemplo

De acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotivos (Fenabrave), em junho deste ano foram vendidos 300,2 mil veículos, um volume 17% maior do que o registrado em junho de 2008.  Este é o novo recorde mensal do setor. Neste semestre já foram comercializados 1.393.624 unidades de automóveis e veículos comerciais leves, 4% maior do que nos seis primeiros meses de 2008. Para 2009, a Federação prevê 2,78 milhões de unidades, 4,2% mais do que o total vendido no ano passado, que até agora é o recorde.

O questionamento que faço é o seguinte: O que podemos fazer para suprir as dificuldades e os impactos de tantos carros nas ruas brasileiras? É mais fácil investir em financiamento e em abertura de mercado para produtos como este, do que investir em saneamento básico e em programas de gestão da água.

Investimentos

Segundo a Abdib, o setor de energia elétrica necessitará de um R$28,3 bilhões por ano; transporte e logística, R$ 24,1 bilhões; saneamento, R$ 13,5 bilhões; e telecomunicações, R$ 19,7 bilhões. O setor de petróleo e gás exigirá recursos de R$75,3 bilhões por ano. O que há de interessante nestes valores? As suas projeções. Os cálculos estão baseados no Plano Decenal de Energia Elétrica (2008-2017), no Plano Nacional de Transporte e Logística (2008-2023), Plano de Negócios da Petrobrás (2009-2013) e no Estudo de Universalização dos Serviços de Abastecimento de Água e de Coleta de Esgoto no Brasil (2003).

Analisando estes números é possível observar que os dados do setor de água e saneamento brasileiro são do ano de 2003. Quanto mais velhos os dados utilizados nos estudos de viabilidade econômica e de investimento, menor será a aplicação dos recursos públicos no setor. Parece muito engraçado ver que não avaliam os impactos da falta de saneamento básico e ambiental na saúde pública desta população.

Agora vocês devem estar se perguntando o porquê de iniciar o texto falando de crescimento econômico? A grande responsável por este crescimento é o setor que cada vez mais afasta a sociedade de suas reais necessidades.

Não há por parte do governo um grande investimento, em comparação aos das grandes empresas, nas pequenas e médias empresas, no mercado popular. Enfim, em setores que poderiam gerar empregos e garantir, de uma determinada maneira, uma melhor qualidade de vida para a sociedade.

A melhoria e expansão das redes de coleta de água e esgoto, além de uma política de educação focada na gestão da água e no seu melhor uso, são o caminho para que o Brasil possa atingir um desenvolvimento econômico e social justo no futuro. Portanto, necessitamos mudar o discurso focado apenas no tratamento de esgoto e no reuso da água; necessitamos apontar para a formação das pessoas, para a importância da gestão da água dentro de casa, na escola, no trabalho...

Crédito

Neste caso, no entanto, além das questões de crédito, o andamento dos investimentos também dependerá de questões políticas, afirmou o diretor da Câmara Brasileira de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, ao jornal Estado de São Paulo, desta segunda. Outro fator é resolver questões ligadas ao Tribunal de Contas da União (TCU), que suspendeu, por exemplo, as obras da Refinaria Abreu Lima por suspeita de superfaturamento.

Expertos de UNESCO debaten en Paraguay situacisn regional del agua

Asuncion, Paraguay, Walberto Caballero

Mas de 60 autoridades del agua de todas las Amiricas de la Organizacisn de las Naciones Unidas para la Educacisn, la Ciencia y la Cultura (UNESCO) debaten desde ayer en Paraguay sobre la situacisn de los recursos hmdricos. Es en el
marco de la VIII Reunisn de Comitis Nacionales y Puntos Focales del Programa Hidrolsgico Internacional (PHI) de la UNESCO para Amirica Latina y el Caribe.

El encuentro se realiza en el Hotel Excilsior, y se extendera hasta el sabado proximo con el desarrollo de dialogos ticnicos de representantes oficiales de cada pams, ademas de conferencias y talleres.

El evento es organizado por el Programa Hidrolsgico Internacional (PHI) de la UNESCO para Amirica Latina y el Caribe, con el apoyo local de la Secretarma del Ambiente (Seam), del Comiti Nacional PHI del Paraguay (Conaphi-PY) y la Itaipz Binacional.

El gobierno paraguayo ha tomado como eje fundamental el tema ambiental como la base del desarrollo nacional. Desde la Seam, impulsamos el desarrollo respetando los principios de sustentabilidad que plantea la nueva Polmtica Ambiental Nacional (PAN) , dijo el ministro del Ambiente paraguayo, arquitecto Oscar Rivas. Fue durante la ceremonia de apertura del csnclave, este martes.

Agregs el secretario de Estado que el tema agua es clave para el Paraguay, por lo que espera ansioso el resultado de esta reunisn, principalmente en cuanto a las recomendaciones y acuerdos para acciones presentes y futuras en el sector.

El Subsecretario del PHI de la UNESCO de Parms, Alberto Tejada, expuso un panorama global de la tarea del organismo en el sector de los recursos hídricos. Insts a los representantes de los pamses a desarrollar una tarea constructiva a favor de las generaciones actuales y futuras.

Anticips que la UNESCO esta trabajando en la aplicabilidad de la  Ley de acumferos transfronterizos  que proyecta las Naciones Unidas para todos los pamses asociados.

Tambiin se refiris a las catedras UNESCO de formacisn profesional en postgrados, financiado por el organismo para que los pamses tengan especialistas en el sector.

La Hidrsloga Regional de la UNESCO para Amirica Latina, Marma Concepcisn Donoso, resalts la importancia y los resultados de este tipo de encuentros. Explics que el organismo trabaja sobre tres ejes bien definidos: Cultura,
Educacisn y Ciencia. En este zltimo sector se encuentra la Divisisn de Ciencia del Agua, donde esta el PHI, cuya reunisn se celebra en Asuncisn.

Estamos escuchando de cada pams sus acciones respecto a la gestisn integrada de los recursos hmdricos. Luego trabajaremos en la elaboracisn de planes de acciones estratigicas, a partir de las experiencias recogidas , sostuvo Donoso, quien atiende la oficina regional de UNESCO en Montevideo, Uruguay.

En el inicio del encuentro, Paraguay fue electo presidente de la VIII Reunisn de Comitis Nacionales y Puntos Focales. Las vicepresidencias ocupan Nicaragua y Antigua y Barbuda.

El Ing. Amado Insfran, director de Recursos Hmdricos de la SEAM, presidente del Comiti Nacional PHI Paraguay y presidente de esta VIII Reunisn, dijo que este encuentro es una instancia para compartir los avances de cada pams y de
la regisn, ademas de fortalecer las capacidades ticnicas para la gestisn del agua.  Establecen vínculos directos entre los referentes clave de cada nacisn , puntualizs.

En representacisn del director de Coordinacisn de Itaipz lado paraguayo estuvo el Ing. Pedro Domaniczky, quien manifests su complacencia por la respuesta de los lmderes de cada pams para visitar el Paraguay y dejar sus experiencias respecto a la gestisn del agua, que ayudara a los especialistas de nuestro pams a tener una idea actualizada de lo que ocurre en la regisn. Por Brasil participa el vicepresidente del Comiti Nacional de PHI y Director del Departamento de revitalizacisn de Cuencas Hidrograficas (DRB) de la Secretarma de Recursos Hmdricos y Ambiente Urbano, Julio Thadeu Kettelhut. Hoy continua el encuentro de los lmderes de cada pams. Para este jueves se previ el inicio de la Conferencia  Ecohidrologma para la sostenibilidad en el contexto del cambio global . El sabado culminara el evento con la realizacisn de un taller para docentes y facilitadotes sobre el sector agua y educacisn.

Educação Ambiental em tempos de Mudanças Climáticas

Por: Efraim Neto

Educação, segundo o dicionário Aurélio, é o processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral da criança e do ser humano em geral, visando à sua melhor integração individual e social. Interpretada por muitos como um meio de aperfeiçoamento das faculdades humanas, a educação, por si só, frente às mudanças climáticas pode ser decifrada como: preparo. Neste momento repleto de estudos, relatórios e informações mais consolidadas a respeito das mudanças climáticas, o Instituto Ecoar e o WWF Brasil realizaram no último dia 25 um workshop sobre a importância da Educação Ambiental frente ao problema das Mudanças Climáticas.

A educação ambiental surgiu como uma nova forma de encarar o papel do ser humano no planeta. Na busca de soluções que alterem ou subvertam a ordem vigente, propõe novos modelos de relacionamentos mais harmônicos com a natureza, novos paradigmas e novos valores éticos, adotando posturas de integração e participação, onde cada indivíduo é estimulado a exercitar plenamente sua cidadania. Em tempos de Mudanças Climáticas a importância de sua aplicação se dá a partir da necessidade de integrar conhecimentos, valores e capacidades que possam levar a comportamentos condizentes com as novas necessidades.

Como aponta Fábio Deboni, educador ambiental, a discussão sobre as questões climáticas ainda não rompeu os círculos acadêmicos, políticos e mercadológicos para chegar às ruas e solicitar toda a participação da sociedade. Este foi um dos tons desenvolvidos durante o workshop que contou com a presença de grandes nomes da Educação Ambiental brasileira, tais como: Marcos Sorrentino, Irineu Tamai, Miriam Duailibi, Moema Viezzer, entre outros.

Com o objetivo de dar início à construção de um documento que seja um referencial de como a Educação Ambiental pode abordar a temática das Mudanças Climáticas, o encontro aproveitou a oportunidade para refletir sobre: Qual é o papel da Educação Ambiental frente às Mudanças Climáticas; Como “traduzir” o fenômeno do Aquecimento Global e suas relações com a prática e atitudes cotidianas; e, como a Educação Ambiental pode contribuir com a formulação de projetos práticos e transformadores com a questão. Estamos falando de reflexões pedagógico-político, no reconhecimento do problema a partir de questões locais, na construção de materiais e instrumento que aproximem uma maior quantidade de pessoas à causa.

Inspirado nos seus mais diversos caminhos, a Educação Ambiental está desenhando uma proposta muito importante frente às Mudanças Climáticas. Ela está procurando utilizar ao máximo a sua capacidade de transformação, formação e mudança, para disseminar e contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas diante das transformações exercidas pelas Mudanças Climáticas.

O documento final, retirado da reunião em Brasília será levado para discussão no VI Fórum Nacional de Educação Ambiental, a se realizar no Rio de Janeiro, entre os dias 22 e 25 de julho, no campus da Praia Vermelha, UFRJ.

O Retorno

Estimados Amigos,

É com muita satisfação que depois de seis meses de estudos volto a escrever no meu blog. Durante este período muitas coisas aconteceram, entre elas, minha mudança para São Paulo. Estou na capital paulista buscando novas trilhas socioambientais e uma formação mais consolidada em jornalismo, em especial, no jornalismo ambiental.

Nesta nova fase do EcoBlog estarei escrevendo principalmente sobre Meio Ambiente Urbano. Para mim esta é a questão que mais deve nos chamar atenção. Grande parte da população mundial vive hoje nas cidades, além disso, grande parte das consquências ambientais que presenciamos hoje está de alguma forma atrelada ao desenvolvimento descontrolado do meio urbano, à favelização e ao mau uso dos recursos ambientais.

Por este motivo, neste primeiro texto publicado hoje, busco desenvolver uma reflexão sobre o encontro realizado pelo Instituo Ecoar e o WWF Brasil, em Brasília, no último dia 25, sobre Educação Ambiental e Mudanças Climáticas. Espero que vocês gostem do texto.

Paz e Luz,

Efraim Neto

The Children's World Water Forum aponta para as preocupações existentes em torno da questão da infância e dos usos da água

                             

Estabelecido em Quito durante o 3º Fórum Mundial da Água, a seção direcionada para as crianças realiza conexões entre a infância e a questão da água.

Por: Efraim Neto

Nos países em desenvolvimento, um terço das mortes em crianças tem origem nas doenças de via hídrica. O problema poderia ser revertido com água limpa e saneamento adequado. Embora 91% da população tenha acesso a água potável, ainda é grande a quantidade de pessoas que continuam sem contar com este elemento essencial à vida. No planeta 1,8 milhão de crianças morrem por ano vítimas de diarréia, por exemplo.

O The Children's World Water Forum (CWWF), que ocorre entre os dias 17 e 14 de março, durante o 5º Fórum Mundial da Água, é uma tradição que foi estabelecido em Quioto no 3º Fórum Mundial da Água, onde cerca de 109 crianças, de 32 países participaram, e atuaram em questões de grande importância ao bem estar das crianças de todo o mundo. Durante a 2ª CWWF, no 4o Fórum Mundial da Água, no México, 107 crianças de 29 países compartilharam 55 ações locais para ajudar na fomentação de soluções para essas questões. As crianças desenvolveram ações em oficinas e atividades educativas.

O envolvimento de crianças em lidar com questões globais exemplifica a necessidade de que as decisões políticas apontem para atividades que coloquem as crianças na linha de frente das ações traçadas para a questão da água e do saneamento. Além disso, envolver crianças em ações efetivas de transformação social é uma oportunidade para a construção de um diálogo unificado, e que possua como objetivo a imposição de uma mudança significativa para a questão da água. As crianças são atores fundamentais para a água, seja em suas deliberações ou para as tomadas de decisões.

Para mais informações, consulte o Guia. Preencha o Formulário de Registro para a Infância, Formulário de Inscrição para as Atividades, Formulário Chaperon e Lista de Delegados.

As Mudanças Climáticas e um novo cenário para as crianças

Por: Efraim Neto*

A busca exacerbada por um desenvolvimento cego, sempre provoca conseqüência irreversíveis à natureza de uma criança; por conseqüência, ao ecossistema e, também, a uma cultura.

Em tempos de crise social, ambiental e tecnológica, é sempre vigente a necessidade de se reafirmar a tão inquieta busca por um desenvolvimento que venha satisfazer as nossas necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprias as suas necessidades, como proclamou o documento intitulado Nosso Futuro Comum. Como podemos construir uma sociedade melhor se não cuidamos das bases sociais desta construção? Quais as possíveis conseqüências das mudanças climáticas, dos bolsões de calor e do aumento de temperatura, na fase da vida em que se está mais vulnerável, a infância?

Está mais do que comprovado o quanto o atual modelo de crescimento econômico gerou enormes fissuras sociais e ambientais; se, por um lado, nunca houve tanta riqueza e fartura no mundo, por outro lado, a miséria, a degradação ambiental e a desigualdade aumentam dia-a-dia. Diante desta constatação, surge a idéia do Desenvolvimento Sustentável, buscando conciliar o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental e, ainda, ao fim da pobreza no mundo.

É neste cenário sombrio que a juventude e as crianças aparecem como grandes instrumentos para a mudança. Não que estejamos colocando sob eles a grande responsabilidade sobre os acontecimentos globais, mas pelo simples ato de reconhecer o quão importante é a instituição de uma nova consciência. Essa construção será guiada pelos mais jovens. Para tanto, ainda precisamos aprender muito sobre as mudanças climáticas e sobre as suas conseqüências.

Necessidades Básicas: A grande conseqüência, não só da falta de informação, mas também de uma incompetência exagerada sobre os fatos referentes ao desenvolvimento social e econômico, são 10 milhões de mortes infantis, menores de 5 anos, por ano. A busca exacerbada por um desenvolvimento cego, sempre provoca conseqüência irreversíveis à natureza de uma criança; por conseqüência, ao ecossistema e, também, a uma cultura.

Em 2000, a Organização Mundial da Saúde (OMS), apontou que as mudanças climáticas foram responsáveis por 2,4% dos casos de diarréia, e por 6% de paludismo (malária). A malária é uma das doenças mais freqüente nas crianças africanas. Ainda podemos aqui apontar duas outras temáticas que abocanham a saúde de nossas crianças: a poluição do ar e da terra, em especial, problemas relacionados à chuva, seja por sua abundância ou por sua falta.

Uma perspectiva assinalada pela Unicef aponta que, caso ações não sejam tomadas, em 2020 poderemos ter cerca de 75 milhões de pessoas, na África, sem acesso a água. A baixa capacidade de adaptação pode vir a fazer com que famílias sejam expulsas de suas casas, criando um entorno propício para delinqüência e para o tráfico de pessoas. Uma família faminta não educa as crianças. Será até natural a venda de crianças, o seu tráfico e a sua exploração, como já ocorre no Camboja.

Responsabilidades: As mudanças climáticas deixaram de ser uma questão somente ambiental. Passou a ser um problema que requer a composição de uma experiência coletiva em questões como o desenvolvimento sustentável, desenvolvimento socioeconômico, segurança energética e bem-estar, em especial da infância.

Carecemos de um cenário que aponte para as necessidades políticas das crianças. É nossa responsabilidade, projetar e constituir programas eficazes de conscientização nas escolas, bairros e comunidades. Constituir ações que fomentem a manutenção de uma cultura da preservação e aumente a autonomia das crianças.

Um clima frágil, pouca comida e a falta de água potável impulsionam a ocupação inadequada do solo. As crianças mais pobres são as mais vulneráveis. Também são as primeiras a sentir o aumenta da má alimentação e, conseqüentemente, as suas desordens, o que prejudica no seu crescimento e desenvolvimento, inviabilizando a sua saúde. Segundo a OMS, 4,5 mil crianças morrem por dia devido a alguma doença de via hídrica.

A crescente contaminação, a exploração excessiva das fontes hídricas e a degradação nas zonas de captação de água, agravam a situação. Se espera que o falecimento por asma, a enfermidade mais comum entre as crianças, aumente em 20% até 2016. Para conhecer o "risco-criança", veja essa reportagem do site da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI).

Conseqüências: De certa maneira mil e uma conseqüências ser relacionam à falta de segurança ambiental e às crianças. Destacam-se: a suscetibilidade a efeitos físicos (fome, doenças, enchentes, focos de calor). A vulnerabilidade: sensibilidade de alguns países, na parte física, econômica, social e do sistema político. Além da questão da agricultura e do trabalho escravo e infantil.

É interessante sinalizar que 96% das doenças relacionadas às mudanças climáticas, estão em países em desenvolvimento. Articular ações para combater as conseqüências ambientais às crianças exige perspectivas que abracem o combate ao aumento do número de mortes por doenças infectocontagiosas; estimular a construção de sistema que vise a segurança em caso de injurias devido ao aquecimento global, enchentes, queimadas e fortes secas.

Ainda é importante sinalizar que as crianças podem pagar um preço alto ao conviver com o aumento de diarréias, aumento e proliferação da dengue e de doenças de via hídrica. As conseqüências ambientais apontam principalmente para os atentados à saúde, infelizmente.

      19% - Infecções respiratórias
Até 5 anos:  17% - Diarréia
      8% - Malária

Cerca de 5 mil crianças por dia morrem devido a falta de saneamento e à poluição das águas. De 300 milhões acometidas com a malária, 1 milhão morrem. E aproximadamente 50 mil morrem todos os anos devido à dengue. Poderemos ter até 2080 uma população de 3,5 bilhões em áreas de risco. Atualmente 1,1 bilhão possui acesso inadequado à água e 2,6 bilhões sem saneamento básico.

Esperança: Para a mudança deste cenário assombroso é necessário que façamos um investimento pesado em educação e formação de pessoas. Conhecer e difundir os direitos das crianças. Conheça aqui os Direitos das Crianças em relação às Mudanças Climáticas.

A disponibilidade de séricos modernos de energia melhora o acesso das crianças à educação e contribui para a permanência nas escolas. É vital que se promova a capacidade destes jovens para vivam em harmonia com a natureza nos lugares onde a sua conservação e preservação seja fundamental.

É mais do que fundamental que as crianças se sintam incluídas no processo de construção de um mundo melhor. Na plantação e colheita de sua árvore dos sonhos. E não basta que a criança aprenda a importância de preservar o meio ambiente. É necessário que ela tome como exemplo as atitudes dos adultos de seu convívio. Não precisamos esperar pelo pior para que as crianças aprendam na vivência o que há de mais importante neste mundo. A esperança continua sendo a última que morre.

                    

* Efraim Neto é jornalista e moderador da Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental.

5 th World Water Forum

5º Fórum Mundial da Água discutirá questões chave sobre o futuro da água

Efraim Neto

Depois de meses de um longo trabalho colaborativo, um primeiro esboço da programação do 5º Fórum Mundial da Água (World Water Forum), com cerca de 100 sessões, já pode ser conferida virtualmente, após receber mais de 700 contribuições de todo o mundo. Faltando menos de quatro meses para o início do Fórum que acontece entre 16 e 22 de março, o programa oficial está ganhando cada vez mais forma, e o substantivo trabalho sobre as sessões continua a evoluir. Você pode acompanhar os progressos de desenvolvimento temático através do Espaço de Encontro Virtual do Fórum (Forum's Virtual Meeting Space). Através desta ferramenta, você pode fornecer seus comentários e sugestões para ajudar a responder algumas das questões-chave que irão modelar o 5º Fórum Mundial da Água e um futuro melhor para as populações que necessitam deste valioso recurso.

Os processos políticos que serão constituídos durante o 5º Fórum Mundial da Água e os seus resultados serão utilizados não só como instrumentos para a instituição do 6º Fórum Mundial da Água, mas também irá ter uma participação ativa nos diálogos internacionais, tais como: G8 e na UN-CSD, por exemplo. Os resultados adquiridos durantes as sessões do Fórum possuem por finalidade aumentar a prioridades sobre a gestão de águas estratégicas e ações na agenda internacional.

O 5º Fórum Mundial da Água é o principal evento mundial sobre a água. Reúne mais de 15 mil participantes de todos os cantos do mundo para traçar soluções concretas para os desafios mundiais por qual a água passa hoje. Um trampolim para a colaboração mundial sobre os problemas da água, o Fórum oferece à comunidade e aos tomadores de decisão a oportunidade única de se unirem na construção de links, debates e tentativas de encontrar soluções para alavancar uma segurança da água.

O Fórum Mundial da Água é organizado a cada três anos, a partir de uma parceria entre o Conselho Mundial da Água e do governo do país de acolhimento para ser sede do evento. Após os Fóruns do Marrocos (1997), dos Países Baixos (2000), do Japão (2003) e do México (2006), o 5º Fórum Mundial da Água será realizado em Istambul, na Turquia, em Março de 2009. Esteja envolvido.

                            

Oh Blanca Navidad... ¿en México?

Por: Eglé Flores

No importa qué tanto me esfuerce, no puedo recordar una sola navidad en México que haya sido blanca. Me gusta pensar que como mexicanos hemos definido una identidad propia, la cual podemos construir y deconstruir acorde a nuestras necesidades y realidades. Esto me lleva a cuestionar cómo hemos llegado a apropiarnos de una navidad blanca, y por qué no construir una verde, más acorde con las necesidades económicas, culturales, ambientales y sociales que vive nuestro país actualmente.
 
La navidad festeja el nacimiento de Jesús; qué mejor color que el verde para festejar la vida. Una navidad verde debe ayudarnos a deconstruir el imaginario del pino navideño, con luces y esferas fabricadas en China, y regalos dentro de cajas gigantes envueltas con papeles brillosos y plásticos. Una navidad verde debe permitirnos reflexionar si el pino, la nieve y el hombre de las barbas blancas son genuinamente mexicanos; hacernos comprender cómo llegaron esas costumbres tan ajenas a nuestra realidad a posarse como una tradición mexicana (sic).
 
Si lo pensamos bien, la verde navidad es lo que la añoranza colectiva ha esperado para regresar a esos tiempos en que las ideas se cocinaban en casa y se inhalaban fuertes aromas de identidad propia, rica y diversa en los hogares de nuestro país. Si pienso en la verde navidad, recuerdo mi infancia ayudando a mi abuela a poner el nacimiento; ingeniando dónde pondremos las ovejas, por dónde pasará el río, con qué construiremos la choza y cuánto heno necesitamos. La verde navidad, me lleva hasta el patio iluminado con velitas sostenidas por santos peregrinos que piden posada, me hace saborear buñuelos azucarados con sonrisas y espacios que congregan a todas esas personas que quiero.
 
La verde navidad me invita a compartir con mi familia. La verde navidad me ayuda a mantener un planeta sano. La verde navidad me cuida los bolsillos. La verde navidad revive mi identidad como mexicana. A ti, ¿a qué te sabe una verde navidad?

                   

O caminho contrário do Desenvolvimento Sustentável

Por: Efraim Neto*

Que o mundo está passando por transformações sociais e econômicas, não é novidade. Enquanto a crise econômica vigente acumula perdas históricas à nossa sociedade, e faz com que uma pequena parcela seleta da sociedade repense seus atos e seu consumo, a Bahia emerge com um Estado mãe para empresas de celulose que migram o velho mundo.

O Brasil se tornou um importante protagonista na recomposição das forças das indústrias de papel e celulose. A crise da Aracruz, agravada pelas especulações com o câmbio que trouxe prejuízos a papeleira, e pela sua dívida de US$ 2 bilhões aos bancos, por causa de operações com derivativos, resultou na paralização das obras de quadruplicação da fábrica em Guaíba, região do Rio Grande do Sul, e na oferta de compra das ações que a Aracruz Celulose possui da Veracel.

A crise da Aracruz motivou a Stora Enso, transnacional sueco-finlandesa, a comprar os 50% das ações que a Aracruz possuía da fábrica de celulose instalada no Sul da Bahia. Com a compra, a Stora Enso vai controlar sozinha a empresa. No seguimento de fortalecimento do setor papeleiro brasileiro. A união anunciada entre Votorantim Celulose e Papel (VPC) e Aracruz, faz surgi a maior produtora de celulose do mundo. Com tanto poder, até mesmo político, a produção de celulose nacional, que deverá chegar a 18 milhões de toneladas anuais em 2012.

É nas graças dessa grande onda de investimentos e na proficiência de não medir esforços político, que o Brasil deve ultrapassar a China e chegar à terceira posição no ranking de países produtores desta matéria-prima.

Lobby Político: Na grande mesa de jogos de interesse político e econômicos, as empresas Aracruz Celulose e Votorantim Celulose e Papel obeterão, juntas, R$ 619,3 milhões em empréstimos do BNDES. A Aracruz, que angariou R$ 595, 9 milhões, quer aumentas a capacidade de produção da fábrica de celulose que possui no Espírito Santo.

O projeto inclui um novo plantio de 77,9 hectares de eucalipto, ampliando em 9% a sua área, e 26 mil hectares de fomento, em parceria com pequenos produtores rurais no Espírito Santo e na Bahia.

Bahia: O governador da Bahia, Jaques Wagner, é um dos grandes protagonistas da expansão da produção de celulose. Sem medir esforços políticos e econômicos, o mandatário estadual realizou uma viagem à Suécia para negociar a ampliação da Stora Enso na região Sul da Bahia. Voltou com a satisfatória informação de que a empresa irá investir 2,5 bilhões de dólares naquela região.

Não satisfeito com a negociação, Wagner aproveitou a estadia em Estocolmo e procurou a Federação das Indústrias de Madeira da Suécia, com o objetivo de atrair novos investidores para a Bahia. Recordo aqui, que em plena campanha Wagner chegou a receber 100 mil da Aracruz, 100 mil da Veracel e 70 mil da Suzano.

Seguindo a linda de desenvolvimento imposta pelo governo federal, desenvolvimento a cima de tudo e todos, a região angariada para receber os investimentos esqueceu ou finge esquecer que a Veracel, em 1991, derrubou 96 mil hectares de Mata Atlântica. Nesta faixa escura da história de preservação e conservação deste ecossistema, o IBAMA e o CRA, hoje IMA (Instituto do Meio Ambiente), também foram condenados, por terem sido negligentes e terem autorizado o início das atividades da empresa. Hoje o IMA conta com apenas 4 funcionários para atender um região de 27 municípios no Sul da Bahia.

A Justiça Federal acatou a Ação Civil Pública impetrada pelo MPF em agosto deste ano, 15 anos após a ação ser movida. . De acordo com a determinação do MPF, a empresa terá que restaurar, com vegetação nativa, todas as suas áreas compreendidas nas licenças de plantio de eucalipto liberadas entre 1993 e 1996. A empresa entrou com recursos e espera resposta da Justiça.

É neste cenário que surgem mil e uma dúvidas com relação à expansão destas empresas. De que forma a duplicação da Veracel no Sul da Bahia foi licenciada? Teremos que esperar novamente 15 anos para que a Justiça tome providências? Quanto será investido na campanha de Wagner a reeleição? E a certeza que nos cerra aos olhos é a de que este é caminho contrário ao tão sonhado Desenvolvimento Sustentável.

                     

Jovens em Pozan

International Youth Delegation to Poznan
Nosso Clima. Nosso Futuro

        

Diretamente de Pozan, Polônia, jovens de mais de 500 delegações participam da seção para a Juventude. As ações dos jovens são fundamentais para o apontamento de pequenas ações locais que possam ser aplicadas às comunidades no que se refere à mitigação e adaptação climática. Neste sentido, está sendo disponibilizado um Blog, no Taking IT Global, para que todos nós fiquemos atentos aos acontecimentos em que os jovens estão envolvidos. Acesse aqui o link do Blog.         

A importância da participação dos jovens no jornalismo ambiental

Por Efraim Neto

A partir do momento em que compreendemos o meio ambiente como "o lugar determinado ou percebido, onde os elementos naturais e sociais estão em relações dinâmicas e em interação e que essas relações implicam em processos de criação cultural e tecnológica e em processo históricos e sociais de transformação dos do meio ambiente natural e construído" [1], a comunicação, em suas diferentes linguagens e suportes, pode potencialmente auxiliar no processo de orientação de conduta, decisões, estratégias e ações em benefício de uma melhor compreensão do campo científico e ambiental.  E admitindo a perspectiva de que a ciência abriga diversas dimensões da sociabilidade, estando intimamente ligada, em seu sentido mais amplo, a própria noção de qualidade de vida, de bem comum e de direito social e ao desenvolvimento tecnológico e científico, não podemos abdicar do poder da comunicação para edificar o efeito desta proposta.

Neste sentido, apontamos que a participação da juventude nos processos de construção de uma comunicação, em especial do jornalismo ambiental, direcionada para a juventude é de fundamental importância para que os jovens tenham uma maior compreensão da importância de um ambiental de qualidade e sustentável.

Com a perspectiva de que a juventude faz parte de um contexto de modificações sociais e de que os meios de comunicação são um campo social específico, detentora de poder, interesses, instituições e atores que disputam posições no jogo das interpretações da realidade, a comunicação construída por jovens deve ser estimulada a trabalhar nas áreas que temos sinalizado em parágrafos procedentes e nas temáticas tais como, a ciência, o meio ambiente e a saúde, com a finalidade de que novos jovens sejam sensibilizados a consumir uma informação direcionada para eles e que tenham por finalidade a educação para a sustentabilidade.

Neste sentido, se queremos lograr uma comunicação que colabore em benefício da sociedade jovem e que seja uma ferramenta fundamental que proporcione consciência na população e nos jovens, é necessário que todos os atores estejam envolvidos neste processo, atores tais como: pesquisadores, profissionais do campo científico, gestores públicos, jornalistas e outros comunicadores. Talvez este seja o caminho mais fácil para medir de que forma a aplicação do conhecimento nos veículos de comunicação é diretamente proporcional à qualidade de vida da sociedade[2]. E como demonstra diversos estudos empíricos no Brasil e no Mundo, é mais do que necessário criar um sistema onde todos participem do processo de difusão de uma comunicação para os jovens.

A juventude é a fase da vida marcada pelas ambivalências. Os projetos do futuro que são construídos pelos jovens encaixam perfeitamente no que chamamos de Desenvolvimento Sustentável, sendo o caminho que muitos jovens traçam para alcançar seus sonhos é o da Educação Ambiental, área que tem se tornado o meio de expressão e manifestação do desejo de atuar e participar. Vivenciar, desenvolver e compartilhar processos transformadores a partir da educação ambiental e do jornalismo ambiental mantém a chama da esperança acendida e possibilita reflexões para a construção de mudanças.

Entendo a sustentabilidade como "a possibilidade de se adquirirem continuadamente condições iguais ou superiores da vida para um grupo de pessoas e seus sucessos em u dado ecossistema (...) basicamente, se trata do reconhecimento de que é biofisicamente possível em uma perspectiva de longo prazo[3]", e percebendo de que a inquietude da juventude com relação ao seu futuro, o jornalismo ambiental feito por jovens para os jovens se propõe com uma ferramenta de todas as sociedades e que a partir disso seja possível a formação de um novo paradigma - subjetivo - que pode ser um instrumento para uma melhor qualidade de vida.

Nos atuais meios de comunicação vemos o que chama de "mídias jovens" tratarem a juventude como apenas "audiência" e, segundo informa a Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI, 2005), no Brasil somente 5,11% das fontes das notícias são jovens. Por este sentido, é mais do que importante que os jovens participem do processo de construção das notícias ambientais, onde teríamos uma maior participação dos jovens em todos os processos de construção e cobertura da notícia. Somente assim será possível desenvolver um jornalismo para a sustentabilidade.

Neste cenário de grandes mudanças sócio-econômicas-ambientais, a juventude aparece neste momento com a responsabilidade de promover um habitat mais equitativo, configurando a civilização e as atividades humanas de maneira que a sociedade, em suas mais diversas gerações possa "suprir as necessidades das gerações atuais sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprir as suas". Como o jornalismo trata da vida cotidiana, tendo como foco as singularidades dos fatos para construir suas notícias, não é de estranhar que a saúde e o meio ambiente tenham presença consideráveis na cobertura nos meios de comunicação e sejam temáticas tão presentes entre os jovens. Por isso, é muito importante que todos os jovens juntos possam construir uma comunicação que tenha como objetivo um discurso jovem para os jovens, onde sua finalidade seja as articulações para a reformulação do comportamento dos jovens em relação à crise ambiental existente.

Como desafios para essa compreensão e construção, já que reconhecemos o papel que os meios de comunicação exercem sobre nossa sociedade, apontamos a importância em direcionar essa influência nas construções de valores, mentalidades e atitudes, além de observar a capacidade dos meios de comunicação em estimular o desenvolvimento de uma visão crítica e de uma postura participativa para as questões que envolvem os jovens, sendo os jovens os agentes da mudança da informação participativa, através do jornalismo ambiental direcionado para os jovens, em que os jovens escrevam para o jovem.

Por tanto, a juventude é um instrumento muito importante no que se refere à promoção e difusão de práticas educativas e o poder dos meios de comunicação. Neste sentido, a utilização de uma informação feita pelos jovens para os jovens é fundamental, não só para realizar os diagnósticos, mas também para decidir estratégias, que são fundamentais para as mudanças sociais e a geração de uma sociedade sustentável.

Somente assim será possível atingir um dos objetivos do Capítulo 40 da Agenda 21: "É necessário fortalecer os mecanismos nacionais e internacionais de processamento e intercâmbio da informação e de assistência técnica conexa, a fim de assegurar uma disponibilidade efetiva e igualitária da informação produzida nos planos local, estadual, nacional e internacional, dependente da soberania nacional e ao direito de propriedade intelectual relevantes" (40.19)[4].

 

                


 [1] REIGOTA, Marcos. Meio Ambiente e Representação Social - 5º Ed - São Paulo, SP : Cortez, 2002.

[2] FREITAS, Carlos Machado de; PORTO, Marcelo Firpo. Saúde, Ambiente e Sustentabilidade. Rio de Janeiro : FIOCRUZ, 2006.

[3] CAVALCANTE, Leia Clóvis. Sustentabilidade da Economia: Alternativa de realização econômica, 1998, p 165.

[4] UNEP. Agenda 21. Acessado en: 25/05/2008.

Documento de Sistematização

Segue abaixo o documento Sistematizado durante a I Conferencia Estadual Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente na Bahia.

BRASIL: Qual o princípio da nossa mudança?

 

Somos seres humanos considerados racionais porque pensamos. Agimos de forma tão egocêntrica que acabamos esquecendo as questões ambientais. Que racionalidade é essa? Talvez seja por isso que o mundo esteja cada vez mais degradado. Não estamos pensando no próximo, nem no meio ambiente. Sendo assim não pensamos em nós mesmos.

 

A terra é nossa fonte de vida, é nela que nós moramos, plantamos e colhemos; e como tudo que se planta se colhe, temos que plantar bons frutos agora, para que as atuais e futuras gerações possam usufruir de tudo que ela nos oferece. Ela é um dos motivos da existência humana, é óbvio falar que precisa ser preservada, mas por incrível que pareça, este óbvio não é seguido. Não podemos compreender em que transformamos o mundo. Nós jovens, chegamos ao ponto de dizer que é necessário ser irracional para alcançarmos a racionalidade. Alcançamos um patamar de inversão de valores altíssimo.

 

A Constituição Federal brasileira traz no seu artigo 225, que "todos têm o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo para as presentes e futuras gerações". Este belíssimo texto não sai da teoria. Não queremos teorias, queremos PRÁTICA! Queremos que isso saia do papel, que vire realidade! É triste ver uma criança chorar ao contar que bebe água poluída, por falta de opção. Pergunto-lhes: é esse o Brasil que vocês querem para seus filhos e netos? Nos perguntamos se as gerações passadas, tinham tantas preocupações e inseguranças em relação ao meio ambiente... Se escutavam que sua cidade podia ser coberta pelo aumento do nível dos oceanos; que teriam uma maior probabilidade de desenvolver câncer de pele; que poderiam ter uma intoxicação ao consumir uma água poluída; que seus filhos não teriam a oportunidade de ver e presenciar a diversidade da fauna e da flora.

 

Temos como objetivo melhorar a qualidade do ar que respiramos e ajudar a preservar o nosso meio ambiente, por meio de nossas atitudes sempre pensando primeiro em nossa comunidade. Nós, a sociedade, temos que nos responsabilizar em conscientizar a todos(as), sobre o acúmulo do lixo e principalmente sobre os destinos inadequados do mesmo, realizando atividade com as escolas e comunidades. E envolvendo principalmente o poder público na implementação de uma política pública de coleta seletiva e destinação adequada dos resíduos sólidos.

 

Iremos dialogar com a população com a finalidade de assumir nossas responsabilidades em relação à preservação da fauna e flora. Para isso realizaremos ações com a comunidade para amenizar as queimadas, o desmatamento, a desertificação e o tráfico de animais.

 

Cada um de nós precisa ter o compromisso de diminuir o consumo de energia elétrica por meio de atos básicos, como: não deixar a luz acesa sem necessidade, estimular a criação de projetos para o uso de energias renováveis nos municípios e utilizar racionalmente os eletro domésticos.

 

A água é o elemento de maior importância para o ciclo da vida. Atualmente ela está sendo o principal alvo da poluição. O ser humano é o causador desse problema e também a própria vítima. Os fatores que contribuem para a escassez da água potável são: a poluição dos rios, a falta de saneamento básico, contaminação, desertificação, dentre outros. Para minimizar esses problemas devemos buscar parcerias com órgãos públicos e instituições não governamentais, para construir ações de revitalização dos rios e de recuperação das nascentes. É necessário realizar palestras socioambientais que conscientizem e mobilizem a população para a preservação das regiões afetadas e dos biomas como um todo.

 

Temos que entender que não adianta apenas reclamar, temos que fazer a nossa parte. Devemos parar de criticar as atitudes humanas sem nos incluirmos nesta humanidade. Antes de culpar o outro por não agir de forma sustentável, pare um instante e reflita: EU ESTOU FAZENDO A MINHA PARTE? EU ASSUMO MEU PAPEL E MINHAS RESPONSABILIDADES NA SOCIEDADE? Tudo parte de dentro para fora. Do micro pro macro, pois não adianta você pensar no âmbito federal e na sua comunidade não existir uma colaboração. Uma base bem estruturada surge primeiro dentro da casa de cada um; e é de casa para o mundo. Um micro bem estruturado reflete-se num macro também com uma boa estruturação. Nós brasileiros devemos acreditar que podemos fazer a diferença para o país, e sermos agentes construtores de um mundo melhor, não aceitando tudo passivamente.

 

Diante do exposto, informamos que, para alcançarmos o nossomobjetivo é preciso que estejam de mãos dadas nesse processo, o governo, a sociedade (famílias e escolas), e as empresas; sem essa união esse tripé não se estabelecerá e conseqüentemente o elo não estará formado. Propomos uma parceria, um processo reeducativo, um novo projeto socioeconômico, político e ambiental. Para assim chegarmos a uma conscientização maior, a um meio ambiente saudável e à própria preservação humana.

 

Devemos direcionar o entendimento de empresários no sentido de que a produção de produtos não deve continuar a visar apenas à lucratividade, e alertar a sociedade que o consumo pelo consumo é "campo minado". Esses fatores são imprescindíveis para construção de uma sociedade mais igualitária e justa; inserida num contexto ambiental saudável, conforme os princípios de qualidade de vida e bem estar.

 

O mundo todo deve estar voltado para a qualidade de vida da espécie humana e dos demais seres vivos, quem estiver contrario a isso está contra si mesmo e aos descendentes que virão.

 

Salvador, Bahia, 19 de novembro de 2008

Delegados e Delegadas da I Conferência Estadual Infanto-Juvenil de Meio Ambiente

Nej/RS apresenta novo portal EcoAgência e lança livro no próximo dia 26

O Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul (Nej/RS) encerrará o ano lançando na próxima quarta-feira, 26, às 19h30, o novo portal da EcoAgência e o livro Jornalismo Ambiental: Desafios e Reflexões. O evento será na Palavraria (Rua Vasco da Gama, 165, Bom Fim), em Porto Alegre.

 

A fim de ampliar e qualificar sua cobertura, a EcoAgência investiu na reformulação da identidade visual do seu novo portal de notícias. O projeto demandou seis meses de trabalho e contou com a criação, planejamento e produção da Ozone Comunicação e Design. O objetivo é também alinhar a agência a ferramentas multimídia, utilizando tecnologia de ponta, mesclada à usabilidade total para os usuários: notícias, artigos, documentos para pesquisa, vídeos, fotografias e áudios.

 

A EcoAgência (www.ecoagencia.com.br) é mantida pelo Nej desde sua criação, em 2003.Iniciou suas atividades com o trabalho voluntário de jornalistas de várias partes do país. Foi um dos primeiros sites de jornalismo ambiental do Brasil e hoje conta da Petrobrás.

 

O livro, organizado pelos professores da Ufrgs, Ilza Maria Toutinho Girardi e Reges Schwaab, membros da diretoria do Nej, reúne 32 textos que discutem peculiaridades, problemas e possibilidades da cobertura sobre meio ambiente. Os trabalhos foram apresentados durante o II Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental, realizado em Porto Alegre e organizado pelo Nej gaúcho.

 

Sobre o Nej/RS

 

O Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul, com 18 anos de existência, foi a primeira entidade do Brasil criada como o objetivo de ampliar e qualificar a informação ambiental, trabalhando para a capacitação dos jornalistas.

 

Atualmente é uma referência na América Latina, pois através das ações do Nej foram criadas a Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental e a Rede de Comunicação Ambiental da América Latina e Caribe, além de Núcleos de Ecojornalistas em outros Estados.

 

Mais informações:

 

Silvia FMsilviamarcuzzo@gmail.com

Adriane Rodriguesadriane@ecoagencia.com.br

Ato em Brasília a favor da PEC 115/150

O Bioma Cerrado abrange 11 estados, com uma área de mais de 2 milhões de km²,  restando apenas 20% de sua área nativa. Segundo especialistas se nada for feito em 20 anos o Cerrado pode ser dizimado.
 
As organizações e pessoas físicas que defendem estes Biomas vão a Brasília para visitar o Ministério do Meio Ambiente, Senado e Câmara Federal, onde vamos protocolar as 50 mil assinaturas  coletadas em defesa da PEC 115/150 que reconhece o Cerrado e a Caatinga como Patrimônio Nacional.
O Fórum Goiano em Defesa do Bioma Cerrado, convida a todos a participarem desta CARAVANA.
 
AGENDA:   Dia 26 de novembro
08hs Café da manhã com a Bancada Ambientalista
10hs Chegada das caravanas, em frente ao Museu Nacional - Esplanada dos Ministérios – DF
12:30 Almoço
13:30 Câmara Federal – Comissão do Meio Ambiente 
15: Plenário da Camara
      
Estaremos nesta caravana com Universidade Federal de Goiás e Universidade Católica de Goiás (professores, diretores, alunos servidores), Instituto de Tropico Sub-Umido da UCG, ong GEOAMBIENTE, Cerrado Vivo, Rede Cerrado, Comissão Pastoral da Terra, Fundação SOS Mata Atlântica, ECODATA, Central Única dos Trabalhadores em Goiás, Trilhas do Brasil, Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Goiás, Agencia Municipal do Meio Ambiente de Goiânia, Conferencia dos Religiosos do Brasil, Secretaria de Educação do Estado de Goiás, Secretaria Municipal de Educação de Goiânia, Instituto Brasil Central, Instituto Flamboyant, Sociedade  Ambientalista Brasileira no Cerrado,  Bispo Emérito Dom Thomas, Ambientalistas liberais defensores da PEC, Deputados Federais da frente ambiental.

Fórum Goiano em Defesa do Cerrado
 
PEC 115/150
 
Coordenação: CPT Regional Goiás.  Rua 19 nº 35, Ed. Dom Abel, Centro, Goiânia – GO
forum.goianodocerrado@hotmail.com.br   62 3223-5724 – 9973-7071

 

                 

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