Chamada:

WebConferência:

“Sustentabilidade: Perspectivas e Gerações”

 

                 

 

 

No próximo dia 5 de junho (Dia do Meio Ambiente), das 19h às 21h, acontecerá na sala do Chat do Taking IT Global (TIG) a WebConferência Sustentabilidade: Perspectivas e Gerações. O debate é uma oportunidade para a juventude brasileira discutir e compartilhar idéias, perspectivas e experiências sobre a questão da sustentabilidade.

Esta Webconferência é dirigida a jovens de todos os locais do mundo que tenham interesse nestaa temática ambiental. Os expositores convidados a falar sobre essa questão representam as atividades desenvolvidas por sua geração. A Webconferência é um evento que faz parte da Semana de Meio Ambiente e Sociedade que será realizada em Salvador-Ba, na Semana Internacional do Meio Ambiente, em junho de 2008.

 

A webconferência é uma realização do ECOBlog [www.efraimneto.zip,net], do Taking IT Global (TIG) [www.takingitglobal.org], da Envolverde [www.envolverde.com.br], e da REBIA [www.rebia.org.br], contando com o apoio institucional do PNUMA; Carta da Terra Internacional para a Juventude; Secretária de Meio Ambiente do Estado da Bahia; Prefeitura Municipal de Salvador - Superintendência de Meio Ambiente de Salvador e Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Entretenimento de Salvador e Instituto Diversidade e do Grupo ECOAÇÂO.

 

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Sustentabilidade é um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos ecômicos, sociais, culturais e ambientais de nossa comunidade humana. É promover um habitat mais eqüitativo, configurando a civilização e as atividades humanas, de modo que a sociedade, nas suas mais diversas gerações, possa “suprir as necessidades da geração presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprir as suas”, como propõe o Relatório de Brundtland (1987).  A sustentabilidade abrange vários níveis, desde a vizinhaça local até o planeta inteiro.

 

O termo que deu origem a sustentabilidade foi o desenvolvimento sustentável, um termo adaptado da Agenda 21, programa das Nações Unidas. Hoje, muitas pessoas referem-se ao termo “desenvolvimento sustentável” como um termo amplo pois implica em desenvolvimento continuado, e insistem que ele deve ser reservado somente para as atividades de desenvolvimento. “Sustentabilidade”, então, é hoje em dia usado como um temo amplo para todas as atividades humanas.

 

 

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Quando:

 

Quinta-feira, 05 de junho, às 19h [GMT -3] [Horário de Brasília]

 

IMPORTANTE: Para saber a hora que corresponde ao seu país, veja uma lista mais abaixo.

 

Expositores:

 

- Vilmar Berna [Diretor Responsável pela REBIA]

 

- Dominic Stucker [International Youth Coordinator and IPS Program Coordinator]

 

- Gabriela Monteiro [TUNZA ALC]

 

Participantes:

 

Jovens dos distintos países da América Latina interessados em meio ambiente e desenvolvimento sustentável.

 

Moderador:

 

Efraim Neto [Editor do ECOBlog]

 

Acesso a Sala:

 

É indispensável para ingressar a sala da webconferência, estar registrado na comunidade online TakingITGlobal.org e ter ingressado ao site com o seu login e senha.

 

Junte-se à lista de participantes da WebConferência.

http://events.takingitglobal.org/18585

 

Quem não está cadastrado, pode se cadastrar gratuitamente em:

http://br.takingitglobal.org/members/join/

 

Uma vez cadastrado, pode ingressar a sala do chat em:

WEBCONFERÊNCIA: http://chat.takingitglobal.org

 

Os requisitos técnicos para poder participar são: Acesso a Internet de banda larga y caixa de som ou fones de ouvido.

 

É recomendado ingressar a sala da webconferência 10 minutos antes do horário do início para provar o sistema e resolver qualquer dificuldade técnica que possa aparecer.


ECOBlog [www.efraimneto.zip.net]

 

O ECOBlog é um blog semanal que trata de debater temas ligados ao meio ambiente, contendo comentários sobre a área e um enfoque sobre a mídia e as suas pautas para estes assuntos. Sendo, então, formulado por artigos, entrevistas e participação de alguns convidados.

 

Rede Brasileira de Informações Ambientais – REBIA [www.rebia.org.br]

 

O Projeto REBIA – Rede Brasileira de Informações Ambientais é uma iniciativa do Prêmio Global 500 da ONU Para o Meio Ambiente, escritor, jornalista e ambientalista Vilmar Sidnei Demamam Berna, em parceria com diversas pessoas e organizações, e tem por objetivo contribuir com a formação da consciência ambiental e mobilização da Sociedade para um mundo melhor, mais ecológico e também mais justo, fraterno, democrático. 

 

Envolverde [www.envolverde.com.br]

 

A Agência Envolverde foi criada em 1995 para administrar no Brasil o Projeto Terramérica, realizado em parceira com a Agência Inter Press Service (IPS) e com os Programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento (Pnud). Desde então vem se especializando na cobertura de temas relacionados ao meio ambiente, desenvolvimento humano, educação e cidadania planetária. Em janeiro de 2005 nasce a Envolverde – Revista Digital, que reúne todo o conteúdo jornalístico produzido pela equipe da Envolverde em uma única publicação digital, realizada em parceria com a AW4 Tecnologia.

 

TakingITGlobal [www.takingitglobal.org]

 

TakingITGlobal é uma organização juvenil internacional que se propõem a conectar jovens de todo o mundo por meio das novas tecnologias da informação e comunicação, constituindo ferramentas, oportunidades e recursos para que encontrem inspiração, informação, envolvimento e informação, participando e construindo ações para melhorar as suas comunidades.

E a história continua...

            

Desde o final do primeiro mandato de Lula (2006), já estava claro que Marina Silva não era bem vinda às discussões que envolvessem o desenvolvimento econômico em nosso país. A voz da ex-ministra permanecia e permaneceu solitária neste governo. O Brasil está sendo extremamente elogiado pelo seu desenvolvimento econômico – entretanto, e isso de deve também à cegueira ambiental de nossa imprensa e governantes, que acreditam que o meio ambiente no Brasil seja apenas a Amazônia –, e se deve à imposição econômica e estrutural de nosso governo sobre as mais diversas áreas e ecossistemas de nosso país. Seja no Nordeste com a transposição do Velho Chico, seja no Sudeste com o crescimento populacional, o que continua valendo e importando para o nosso governo é o PAC, a qualquer custo.

 

É mais do que certo que diversos fatores levaram Marina a tomar essa decisão na tarde da última terça. Definitivamente o MMA não influenciou nenhuma das ações de políticas públicas deste governo. Infelizmente, foi muitas vezes derrotada nas principais batalhas que travou, sendo a primeira as questões relacionadas à transgenia. Indignada com o Planalto, Marina não escondia o descontentamento com o destino de um dos seus principais projetos. Na semana passada, foi lançado no Palácio do Planalto o Plano Amazônia Sustentável (PAS), um programa alimentado pela ministra desde a sua estréia na Esplanada dos Ministérios, em 2003. E importante ressaltar que em muitas ações que exigiam uma opinião ou um vigor mais árduo do MMA, ela se omitiu; exemplos: transposição do Rio São Francisco e o Cerrado. Uma fonte do Governo informou que ainda deverão pedir demissão o secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobiano, e o presidente do IBAMA, Bazileu Margarido.

 

Marina foi extremamente fritada durante os seus últimos dois anos de governo. Era perceptível que Lula havia afastado a ax-ministra de diversos processos e planejamentos governamentais. As diversas derrotas levaram a imagem de Marina ao desgaste (no exterior ela impera como um grande símbolo ambiental) quase que total para os governantes. Nesse momento seria muito complicado para o Governo Federal demiti-la – não faltaram “motivos”, desde as hidrelétricas no rio Madeira até as fortes criticas ambientais ao PAC. Entretanto, essa ação seria extremamente desgastante para Lula e sua turma. É aqui que se inicia o descarado processo de exclusão de ex-ministra. Vale a pena lembrar-se do Medica Provisória que fatiou o IBAMA em dois, criando o insignificante Instituto Chico Medes (para facilitar as vontades do PAC). A saída de Marina culmina na reversão das expectativas (já perdias desde o lançamento do PAC) que a sociedade possuía com relação à possibilidade de um desenvolvimento econômico sustentável neste país.

 

A sua “retirada” do MMA já indica exatamente o que o próximo sucesso deve sofre com um governo que bate recordes econômicos a cada dia que passa. Já se percebe (eu acredito muito nisso) que Carlos Minc deva atender à alguns pedidos do Governo, não só por sua procedência e formação políticas (o PMDB tem a característica de ser o famoso “puxa saco” do poder), mas sim pelo que fez no Rio de Janeiro. O novo ministro do meio ambiente aprovou às pressas e por baixo do pano licenças ambientais para obras de construção do Complexo Petroquímico da Petrobras em Itaboraí-RJ, como conseqüência dessa atitude teremos destruídos 2 APA’s federais. Vale também lembrar que existe um relação muito próxima entre Minc e alguns grupos luso-espanhóis de especulação imobiliária. (Isso é apenas o começo). Possa ser que Minc tenda a evitar atritos com a vanguarda interna do desflorestamento, para procurar seus adversários o mais longe possível de Brasília. E é longe do Brasil, no exterior, que Marina Silva fará falta. Sem ela, o presidente Lula perde a última ficha para freqüentar mesas de quem aposta no futuro da floresta.

 

A ex-ministra começou a amadurecer a decisão de saída bem antes do que todos imaginam. Há cerca de seis semanas, ela havia avisado a um grupo muito próximo de assessores que talvez fosse o momento de começar a se preparar para o Senado. Disse, no entanto, que não faria nada precipitadamente e que sua saída do ministério, se realmente ocorresse, aconteceria lá para fins de julho, início de agosto. (Fonte: André Trigueiro). Marina já tinha luz própria antes de ir para o governo e emprestou seu prestígio e credibilidade à ele durante estes mais de cinco anos.

 

Como aponta bem Liliana Peixinho, nove itens podem ser apresentados para justificar o discurso de Marina Silva (ontem, em sua primeira coletiva como ex-senadora) - "É uma questão de que você vai vendo um processo que cumulativamente as coisas estão andando, estão acontecendo e você percebe que começa a haver uma estagnação. E aí criar um novo acordo, com novo ministro (é a solução)”, acrescentou.

 

1- Foram aprovadas variedades de milho transgênico, que vão trazer enormes prejuízos para toda a agricultura familiar e camponesa. O milho tem uma fertilização aberta, com o pólen viajando a distâncias grandes, o que representa um risco de contaminação de um enorme estoque de sementes crioulas, com base genética ancestral dos povos indígenas.

 

2- Foram liberadas uma série de obras dentro do chamado PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), especialmente de usinas hidrelétricas, sem levar em consideração os impactos ambientais e sociais, como planos para o re-assentamento das famílias atingidas por barragens.

 

3- A aprovação da MP-422 legaliza a grilagem de terras na Amazônia em propriedades controladas de forma irregular até 1.500 hectares, quando a Constituição Federal determinada apenas até 100 hectares

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4- O projeto de transposição do Rio São Francisco desconsidera as precauções com a preservação e ignora os impactos ambientais no leito do rio e nos canais.

 

5- As empresas de papel e celulose implementam projetos para a expansão da monocultura do eucalipto em imensas áreas, desde o Espírito Santo até o Rio Grande do Sul, desrespeitando a legislação brasileira com a instalação de desertos verdes.

 

6- A expansão da monocultura da cana-de-açúcar, para a produção e exportação do etanol, trará enormes prejuízos para o meio ambiente, em especial no estado de São Paulo e na região do Cerrado no centro-oeste do país.

 

7- Não há uma posição clara do governo contra o projeto do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), que reduz a área de floresta mínima por imóvel para 50% na região da Amazônia, sendo chamado pelos movimentos sociais de "Floresta Zero".

 

8- O governo não se empenhou na fiscalização para garantir a aplicação da lei que determina que todos os alimentos transgênicos sejam rotulados com um símbolo para identificação e uma advertência. Com isso, poucas empresas cumprem a determinação legal.

 

9- As linhas da política para as florestas brasileiras não são claras e, com isso, diversos setores têm duvidas sobre sua eficácia, avaliando que algumas iniciativas podem contribuir para a desnacionalização e privatização de um patrimônio do povo brasileiro e da Nação.

 

Depois de todas essas modificações. Desde a saída de Marina até as ações desesperadas de nosso Governo de encontrar alguém à altura da ex-ministra, nos restam as seguintes perguntas:

 

1- A facilidade de licenciamento das obras do PAC pelo PAS?

2- Dois órgãos ambientais divididos e em sem verbas?

3- Um Distrito Florestal de papel?

4- A questão indígena em seu pior momento, apesar disso não ser uma atribuição do MMA ela tinha poder político para intervir.

5- Os índices de desmatamento crescendo a cada boletim do Inpe?

6- As mudanças sobre reserva legal em plena votação no Congresso?

7- O Mangabeira Unger e suas grandes idéias para Amazônia?

8- E as questões apresentadas na semana passada pelo General Augusto Heleno?

9- E as ações da III Conferência Nacional do Meio Ambiente/

 

Para ser sincero acredito que daremos passas para trás e, somente após a saída deste novo ministro (acredito que não deva durar muito) e devido à pressão internacional, o Brasil deverá assumir realmente um linha de desenvolvimento sustentável (no conceito da ONU; porque se deixar para a compreensão brasileira de Desenvolvimento Sustentável, teremos ainda que engolir muitas CPI’s no Planalto).

Marina pede demissão do MMA

'Setores importantes do governo' teriam se oposto a sua atuação no ministério. Marina não cita nomes na carta e diz que sua saída é em 'caráter irrevogável'

 

“Dilma, eu disse que você é a mãe do PAC. Ninguém como você, Marina, para ser a mãe do PAS. De mãe em mãe, vocês percebem que estou criando a nova China aqui”.

- Lula, na semana passada, durante o lançamento do Programa Amazônia Sustentável (PAS)

 

                  

 

Passado apenas 3 dias do fim da nossa III Conferência de Meio Ambiente e quase 1 semana da promoção do Programa Amazônia Sustentável, Marina Silva entrega no início dessa tarde a sua carta de demissão ao Palácio do Planalto. A carta e a forma que foi realizado o pedido de desligamento irrevogável, irritaram Lula, segundo disse a sua Assessoria.

 

Com o pedido de demissão de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente (MMA), acredito que Lula tenha dado um passo largo para tornar o Brasil a nova China. O que não consta nesse depoimento, é que este país almejado pelo nosso presidedente é um dos maiores poluidores do mundo. O que nos resta é saber se a intenção de nosso “queridíssimo” presidente seja o mesmo que o desse grande país Asiático – destruir todas as nossas reservas ambientais em prol do desenvolvimento. Será essa a sua intenção?

 

Desde o início de sua gestão, Marina Silva sempre enfrentou fortes resistências com relação ao embate entre desenvolvimento e meio ambiente. Desde o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), essa relação havia se agravado mais. O ápice dessa crise ocorreu com o mal-estar entre Marina Silva e Dilma Rousseff (Casa Civil) e o motivo estava relacionado ao leilão das usinas de Santo Antônio e Jarau, no rio Madeira (RO)

 

Para muitos, são três motivos que pesaram na decisão de Marina – Plano da Amazônia Sustentável (nas mãos de Mangabeira Unger, e o plano era da Marina); embate com governantes envolvidos em desmatamento e a cobrança intensa de seriedade às questões ambientais.

 

O que é certo é: Marina volta sim para o Senado - reassumir o mandato, que termina em 1º de janeiro de 2011. Ela ocupará o lugar do suplente Sibá Machado, também do PT do Acre. Entretanto outras perguntas surgem: O que vai acontecer com Capobianco? Quais políticas do MMA vão continuar e quais vão mudar?

 

Para substituir Marina Silva, Lula pena em o Sr. Carlos Minc, secretário de Ambiente do Estado do Rio de Janeiro. O mais engraçado é que é mais uma pasta do governo federal que pode ir para as mãos do PMDB. Para Gabeira, a entrada de Minc no MMA pode significar mudanças nas concessões de licenças. Outro nome forte para substituir Marina é o de Jorge Viana, ex-governador do Acre. Ainda se cogita o nome de uma terceira pessoas.

 

                  

 

Veja mais:

 

Repercussão internacional da saída de Marina Silva do MMA

 


Sem Comentários - General e a Amazônia.

General Augusto HelenoComandante militar da amazônia.Fala dos absurdos da atual legislação indigenista, mais especificamente sobre a questão da reserva Raposa - Terra do Sol , em Roraima.

 


Mensagem postuma de Villas Boas com relação a invasão norte americana através dos Ianomâmis. E a ameaça a soberania Nacional.


Porto instantâneo

Fabiane Madeira*

 

06.05.2008

 

Será possível construir um porto de grande porte em uma área preservação ambiental tendo apenas 8 meses para licenciar e dar início às obras? Para o governo da Bahia a resposta é sim. Essa a história do Porto Sul, empreendimento listado no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que promete alterar o panorama da região cacaueira baiana, que ainda hoje abriga importantes trechos de Mata Atlântica e mangues intocados.

Segundo o secretário estadual de Infra-Estrutura da Bahia, Antonio Carlos Batista Neves, as primeiras obras relativas à instalação do Porto Sul, na Praia da Ponta da Tulha, em Ilhéus, devem começar no final deste ano. A posição surpreende já que o decreto de desapropriação da área foi lançado em 20 de fevereiro e vários quesitos legais ainda não foram obedecidos como apresentação do projeto oficial à comunidade, audiências públicas e realização de estudos de impacto ambientais preliminares.

A situação por si só já seria absurda mas agrava-se ainda mais quando se trata de um Porto que pretende ser o terceiro maior do País e contará com rodovias, aeroporto e até um mineroduto. Tudo isso numa área de 17 milhões de metros quadrados começando na costa da praia da Ponta da Tulha indo até a Área de Preservação Ambiental da Lagoa Encantada.

Ao saber dos planos do secretário, o promotor Sérgio Mendes, coordenador geral do Núcleo Mata Atlântica do Ministério Público Baiano, ficou indignado. "Só se eles rasgarem a Constituição Federal. A Constituição exige estudos prévios de impacto ambiental e outras ações", disse Mendes. Segundo o promotor, nenhum documento oficial sobre o projeto foi apresentado até agora.

Um dos problemas do projeto é que o Porto ocupa parte da APA da Lagoa Encantada, que tem 157 mil hectares, envolve 7 municípios e abrange a bacia do Rio Almado. A área foi criada em 1993 e expandida em 2005, e é considerada posto avançado da reserva da biosfera da Mata Atlântica pela UNESCO. A fauna e a flora são típicas do bioma e convivem com plantações de cacau e projetos sustentáveis de eco-turismo. "A área tem remanescentes de floresta atlântica em estágio avançado. No plano de manejo da APA são considerados áreas de proteção rigorosa", explica o diretor do Instituto Floresta Viva, Rui Castro.

O gestor da APA, Frederico Costa Curta, diz que o estado de conservação da APA pode ser considerado bom e muito bom. "A cultura do cacau facilitou a preservação ambiental já que ela convive com a floresta. É diferente da soja e outras culturas. O cacau precisa de floresta prá fazer sombra do cacau", explicou Curta.

A região da Ponta da Tulha vem recebendo diversos projetos de recuperação ambiental e corredores ambientais. Já o Plano Diretor do Município de Ilhéus determina a área seja usada em empreendimentos residenciais de baixa densidade ou turísticos, desde que associados à conservação das florestas, restingas, manguezais e brejos litorâneos. "Isso é um retrocesso, já que milhões de reais já foram aplicados para transformar a área, que tem grande potencial turístico e ecológico", ressalta Mendes.

Segundo o promotor, quando os dados iniciais do projeto começaram a ser apresentados, no início do ano, a área já havia sido escolhida pelo governo estadual. O governo da Bahia informou que uma matriz com vários pontos foi elaborada para definir qual a melhor área para instalação do Porto Sul. Esta matriz, porém, não foi apresentada nem ao Ministério Público Estadual nem à comunidade de IIhéus. "A matriz tem vários componentes como meio ambiente, posição estratégica, profundidade do calado, ponto oceânico, situação logística em relação às obras previstas, área desapropriada, entre outros. A questão da localização está fechada. Por isso levamos mais de cinco meses discutindo com as secretarias de Planejamento, Indústria e Comércio e Meio Ambiente", explicou o titular da secretaria da Infra-Estrutura.

 

Mineroduto e silos de soja

 

Segundo Neves o projeto do Porto Sul deve começar pelas obras do mineroduto e dos silos para armazenamento de soja vindos da região Centro-Oeste do País e oeste da Bahia. Para isso, segundo o secretário, o governo está preparando a licitação para contratação de uma empresa que fará o plano diretor do Porto, que deve estar pronto ainda em 2008.

Aliás, o mineroduto parece ser um dos motivos para tanta pressa. A Bahia Mineração, que irá construir o duto, tem contrato com empresas asiáticas para começar o fornecimento de 20 milhões de toneladas de minério de ferro em 2010. O Porto Sul seria a melhor alternativa e o próprio governo do Estado considera o projeto da Bahia Mineração como a âncora para o projeto.

O minério virá da jazida de Caetité, no sudoeste do Estado, e percorrerá cerca de 400 quilômetros até a chegada do Porto Sul em linha reta. A jazida tem pelo menos quatro bilhões de toneladas de minério. Segundo dados da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração, a Bahia Mineração irá investir cerca de 1,6 bilhões de dólares na mina, para garantir a extração de 25 milhões de toneladas de ferro por ano.

Estima-se que todo o projeto do Complexo Porto Sul envolva investimentos de R$ 4 bilhões e deve gerar entre 8 e 10 mil empregos. O Porto deverá contar com pelo menos cinco novas rodovias, anel rodoviário, aeroporto e será o ponto final da ferrovia da Integração Oeste/Leste (que fará a ligação dos estados de Mato Grosso, Goiás, Tocantins e Distrito Federal com o litoral). Além do minério de ferro, o Porto Sul deverá escoar soja e biocombustíveis.

O porto irá operar na modalidade off shore, com um braço de 3 quilômetros para atracamento dos navios. O objetivo é permitir que os maiores navios do mundo, com calado de até 25 metros, possam utilizar a estrutura. Além dos impactos visuais na faixa litorânea, o fluxo intenso de navios poderá gerar problemas também para a rota das baleias jubarte no litoral baiano. Já a área do retroporto terá mais de 700 hectares.

 

MP promete recorrer

 

O Ministério Público da Bahia promete recorrer e garantir que questões ambientais sejam respeitadas. "Vamos ao Supremo se necessário", disse Mendes, que tem 13 anos a frente do Núcleo da Mata Atlântica e foi um dos responsáveis pelos processos contra as obras de transposição do Rio São Francisco. "Esse modelo de desenvolvimento é atrasado. Temos prova no mundo todo de que não deu certo. É só olhar ao redor de um porto para ver o que acontece. Aqui não vai ser diferente", enfatizou o promotor. Ele acrescenta que não há como garantir a preservação ambiental de uma região com um empreendimento deste porte. Neves, por sua vez, discorda: "se cumprirmos todas as recomendações ambientais feitas, o Porto terá impacto menor do que uma estrada".

 

* Fabiane Madeira é repórter em Salvador.

 

 

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Ninguna feria venderá el agua, mientras los pueblos estén alerta.

 

DECLARACION SOBRE EXPO ZARAGOZA 2008.

 

                          

 

Los movimientos y organizaciones sociales de América Latina que venimos luchando consecuentemente por el reconocimiento del derecho humano fundamental al acceso al agua potable y al saneamiento, unimos nuestras voces al contundente rechazo a la Expo Zaragoza 2008 que paradójicamente se propone debatir sobre "Agua y desarrollo sustentable".

Dicho evento internacional se realizará entre julio y septiembre de

2008 en esa ciudad española, con presencia de gobiernos y organizaciones empresariales de más de 120 países, la algunos de los cuales, impulsan la privatización del agua.

La realización de este evento impulsado por el gobierno español y el ayuntamiento de Zaragoza es auspiciada y patrocinado por decenas de multinacionales que apoyan y defienden la mercantilización del recurso hídrico, cuyo uso y abuso por parte de las mismas no tiene absolutamente nada de sustentable. Coca Cola, Renault, Carrefur, Correos, Telefónica, entre otras. Promovida por organismos internacionales como el Banco Mundial con los mismos objetivos.

Los grandes empresarios que aportan su publicidad para la Expo, los de comunicación, los de la construcción y afines, los del mercado inmobiliario y de la energía, entre otros, son los que amasarán fortunas beneficiándose por la extensión de impuestos hasta el 95% desde 2006 a 2008, con las licitaciones de las obras públicas planificadas para la Expo y en cuya construcción, tendrán a su servicio miles de otras empresas subcontratistas.

Los trabajadores de Zaragoza y todo Aragón obtienen un puesto precario, con concentración en números de obreros en el mismo espacio, trabajando a ritmo record que ya cobró una vida y múltiples accidentes.

Para las obras que comenzaron en el 2004, el gobierno local se ha endeudado por años en cifras siderales que ascienden a 800 millones de euros, con el objetivo de construir instalaciones, mayoría de las cuales serán destruidas y volverán a construir en esa zona, un complejo empresarial al servicio de los patrocinadores después de la Expo.

Tierras cultivables hasta entonces, al margen del Río Ebro, fueron destinadas para ese fin por el gobierno. Se talaron árboles de bosques naturales y se expropiaron huertas de pequeños campesinos para levantar los edificios, una verdadera obra faraónica que albergará a las exposiciones de los diferentes países, construcción de un puente peatonal y una para vehículos que cruzan el Río, ambos de más de 200 metros de longitud, más de 40 restaurantes, teatros, salas de música, grandes anfiteatros donde se realizarán más de 2400 espectáculos, rodeados de jardines y lagunas artificiales.

En el marco de la Mega Exposición, considerada la "mayor fiesta del agua en la tierra"- un "espectáculo" de "abundancia" - se proponen debatir sobre el recurso Agua en una Cumbre Empresarial que se realizará en forma paralela a la Expo 2008 y contará con representantes de grandes multinacionales a través de la Asociación

Mundial del Agua (GWP) y el Consejo Mundial del Agua (WWC), organizadores de los llamados "Foros Mundiales del Agua", que desde estos movimientos y organizaciones sociales hemos rechazado y deslegitimado, por tratarse de ámbitos desde donde se promueve la mercantilización del agua. Consideran al agua como una mercancía más, cotizable en la bolsa.

Por esa razón, la propia Expo 2008 prevé un uso indiscriminado del Agua, sacada del Río Ebro para la construcción de seudo-cataratas, aprovisionamiento de enormes acuarios que expondrán 5000 ejemplares de 300 especies de peces del mundo con una capacidad de 3.000.000 (tres millones) de litros de agua dulce del río a través de la construcción de un azud, presa hecha en el río a fin de tomar agua para esos usos decorativos y lúdicos, además de dragar el río para permitir la circulación de barcos durante esos 90 días profundizando el cambio radical de la fauna del lugar.

Zaragoza, entonces, se prepara para recibir millones de turistas. Las autoridades y el gobierno del ayuntamiento, los empresarios, los banqueros y los comerciantes tienen bien claro el objetivo: es "vender "su ciudad, sus hoteles, sus casas lujosas, y también entretenimiento: por una visita por un día a la Mega Expo tendrán que pagar 35 euros por personas o un bono para tres días de 72 euros.

Las organizaciones y movimientos sociales de América Latina abajo firmantes, integrantes de la Red VIDA, no reconocemos a la Expo 2008 como un ámbito legítimo para defender el recurso agua. Allí se cambiaran las huertas por hormigón y lo venderán como Desarrollo Sustentable, habiendo transformado el río Ebro y lo convirtieron en un charco de mosquitos cambiando los peces que lo habitan.

Seguimos reconociendo que la única garantía para defender el agua como un derecho humano fundamental es la participación directa de los  trabajadores, los pueblos de nuestros países, de las culturas y pobladores de cada uno de los territorios que han dado hasta la vida en esta lucha contra la privatización del agua, la privatización de la vida.

Las organizaciones abajo firmantes solicitamos se respete los pronunciamientos populares de las poblaciones de América Latina y el mundo, que exigen el agua quede fuera de las leyes de comercio y no se quiera ignorar el debate por demás ganado en guerras y consultas populares.

 

24 de enero de 2008

 

FIRMAS:

 

Internacionales

Red Vigilancia Interamericana por la Defensa y Derecho al Agua (Red VIDA)

Argentina

Coordinadora Córdoba en Defensa del Agua y la Vida (CCODAV)

Comisión Popular por la Recuperación del Agua de Córdoba

Bolivia

Federación de Trabajadores Fabriles de Cochabamba

Coordinadora del Agua

Fundación Abril

Escuela del Pueblo Primero de Mayo

Colombia

CENSA

Agua Viva

Corporación Ecológica y Cultural penca de Sábila

La Ceiba

Chile

Centro Cultural, Social y del Medio Ambiente Ceibo - Maipú – Chile

Ecuador

Acción Ecológica

Observatorio Ciudadano de Servicios Públicos

Honduras

Bloque Popular

Italia

Asociación YAKU

México

Coalición de Organizaciones Mexicanas por el Derecho al Agua (COMDA).

Perú

Red Vida, PERU

Federación Nacional de Trabajadores del Agua Potable y Alcantarillado del Perú – FENTAP

Uruguay

Comisión Nacional en Defensa del Agua y la Vida

Federación de Funcionarios de OSE


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