Oh Blanca Navidad... ¿en México?

Por: Eglé Flores

No importa qué tanto me esfuerce, no puedo recordar una sola navidad en México que haya sido blanca. Me gusta pensar que como mexicanos hemos definido una identidad propia, la cual podemos construir y deconstruir acorde a nuestras necesidades y realidades. Esto me lleva a cuestionar cómo hemos llegado a apropiarnos de una navidad blanca, y por qué no construir una verde, más acorde con las necesidades económicas, culturales, ambientales y sociales que vive nuestro país actualmente.
 
La navidad festeja el nacimiento de Jesús; qué mejor color que el verde para festejar la vida. Una navidad verde debe ayudarnos a deconstruir el imaginario del pino navideño, con luces y esferas fabricadas en China, y regalos dentro de cajas gigantes envueltas con papeles brillosos y plásticos. Una navidad verde debe permitirnos reflexionar si el pino, la nieve y el hombre de las barbas blancas son genuinamente mexicanos; hacernos comprender cómo llegaron esas costumbres tan ajenas a nuestra realidad a posarse como una tradición mexicana (sic).
 
Si lo pensamos bien, la verde navidad es lo que la añoranza colectiva ha esperado para regresar a esos tiempos en que las ideas se cocinaban en casa y se inhalaban fuertes aromas de identidad propia, rica y diversa en los hogares de nuestro país. Si pienso en la verde navidad, recuerdo mi infancia ayudando a mi abuela a poner el nacimiento; ingeniando dónde pondremos las ovejas, por dónde pasará el río, con qué construiremos la choza y cuánto heno necesitamos. La verde navidad, me lleva hasta el patio iluminado con velitas sostenidas por santos peregrinos que piden posada, me hace saborear buñuelos azucarados con sonrisas y espacios que congregan a todas esas personas que quiero.
 
La verde navidad me invita a compartir con mi familia. La verde navidad me ayuda a mantener un planeta sano. La verde navidad me cuida los bolsillos. La verde navidad revive mi identidad como mexicana. A ti, ¿a qué te sabe una verde navidad?

                   

O caminho contrário do Desenvolvimento Sustentável

Por: Efraim Neto*

Que o mundo está passando por transformações sociais e econômicas, não é novidade. Enquanto a crise econômica vigente acumula perdas históricas à nossa sociedade, e faz com que uma pequena parcela seleta da sociedade repense seus atos e seu consumo, a Bahia emerge com um Estado mãe para empresas de celulose que migram o velho mundo.

O Brasil se tornou um importante protagonista na recomposição das forças das indústrias de papel e celulose. A crise da Aracruz, agravada pelas especulações com o câmbio que trouxe prejuízos a papeleira, e pela sua dívida de US$ 2 bilhões aos bancos, por causa de operações com derivativos, resultou na paralização das obras de quadruplicação da fábrica em Guaíba, região do Rio Grande do Sul, e na oferta de compra das ações que a Aracruz Celulose possui da Veracel.

A crise da Aracruz motivou a Stora Enso, transnacional sueco-finlandesa, a comprar os 50% das ações que a Aracruz possuía da fábrica de celulose instalada no Sul da Bahia. Com a compra, a Stora Enso vai controlar sozinha a empresa. No seguimento de fortalecimento do setor papeleiro brasileiro. A união anunciada entre Votorantim Celulose e Papel (VPC) e Aracruz, faz surgi a maior produtora de celulose do mundo. Com tanto poder, até mesmo político, a produção de celulose nacional, que deverá chegar a 18 milhões de toneladas anuais em 2012.

É nas graças dessa grande onda de investimentos e na proficiência de não medir esforços político, que o Brasil deve ultrapassar a China e chegar à terceira posição no ranking de países produtores desta matéria-prima.

Lobby Político: Na grande mesa de jogos de interesse político e econômicos, as empresas Aracruz Celulose e Votorantim Celulose e Papel obeterão, juntas, R$ 619,3 milhões em empréstimos do BNDES. A Aracruz, que angariou R$ 595, 9 milhões, quer aumentas a capacidade de produção da fábrica de celulose que possui no Espírito Santo.

O projeto inclui um novo plantio de 77,9 hectares de eucalipto, ampliando em 9% a sua área, e 26 mil hectares de fomento, em parceria com pequenos produtores rurais no Espírito Santo e na Bahia.

Bahia: O governador da Bahia, Jaques Wagner, é um dos grandes protagonistas da expansão da produção de celulose. Sem medir esforços políticos e econômicos, o mandatário estadual realizou uma viagem à Suécia para negociar a ampliação da Stora Enso na região Sul da Bahia. Voltou com a satisfatória informação de que a empresa irá investir 2,5 bilhões de dólares naquela região.

Não satisfeito com a negociação, Wagner aproveitou a estadia em Estocolmo e procurou a Federação das Indústrias de Madeira da Suécia, com o objetivo de atrair novos investidores para a Bahia. Recordo aqui, que em plena campanha Wagner chegou a receber 100 mil da Aracruz, 100 mil da Veracel e 70 mil da Suzano.

Seguindo a linda de desenvolvimento imposta pelo governo federal, desenvolvimento a cima de tudo e todos, a região angariada para receber os investimentos esqueceu ou finge esquecer que a Veracel, em 1991, derrubou 96 mil hectares de Mata Atlântica. Nesta faixa escura da história de preservação e conservação deste ecossistema, o IBAMA e o CRA, hoje IMA (Instituto do Meio Ambiente), também foram condenados, por terem sido negligentes e terem autorizado o início das atividades da empresa. Hoje o IMA conta com apenas 4 funcionários para atender um região de 27 municípios no Sul da Bahia.

A Justiça Federal acatou a Ação Civil Pública impetrada pelo MPF em agosto deste ano, 15 anos após a ação ser movida. . De acordo com a determinação do MPF, a empresa terá que restaurar, com vegetação nativa, todas as suas áreas compreendidas nas licenças de plantio de eucalipto liberadas entre 1993 e 1996. A empresa entrou com recursos e espera resposta da Justiça.

É neste cenário que surgem mil e uma dúvidas com relação à expansão destas empresas. De que forma a duplicação da Veracel no Sul da Bahia foi licenciada? Teremos que esperar novamente 15 anos para que a Justiça tome providências? Quanto será investido na campanha de Wagner a reeleição? E a certeza que nos cerra aos olhos é a de que este é caminho contrário ao tão sonhado Desenvolvimento Sustentável.

                     

Jovens em Pozan

International Youth Delegation to Poznan
Nosso Clima. Nosso Futuro

        

Diretamente de Pozan, Polônia, jovens de mais de 500 delegações participam da seção para a Juventude. As ações dos jovens são fundamentais para o apontamento de pequenas ações locais que possam ser aplicadas às comunidades no que se refere à mitigação e adaptação climática. Neste sentido, está sendo disponibilizado um Blog, no Taking IT Global, para que todos nós fiquemos atentos aos acontecimentos em que os jovens estão envolvidos. Acesse aqui o link do Blog.         

A importância da participação dos jovens no jornalismo ambiental

Por Efraim Neto

A partir do momento em que compreendemos o meio ambiente como "o lugar determinado ou percebido, onde os elementos naturais e sociais estão em relações dinâmicas e em interação e que essas relações implicam em processos de criação cultural e tecnológica e em processo históricos e sociais de transformação dos do meio ambiente natural e construído" [1], a comunicação, em suas diferentes linguagens e suportes, pode potencialmente auxiliar no processo de orientação de conduta, decisões, estratégias e ações em benefício de uma melhor compreensão do campo científico e ambiental.  E admitindo a perspectiva de que a ciência abriga diversas dimensões da sociabilidade, estando intimamente ligada, em seu sentido mais amplo, a própria noção de qualidade de vida, de bem comum e de direito social e ao desenvolvimento tecnológico e científico, não podemos abdicar do poder da comunicação para edificar o efeito desta proposta.

Neste sentido, apontamos que a participação da juventude nos processos de construção de uma comunicação, em especial do jornalismo ambiental, direcionada para a juventude é de fundamental importância para que os jovens tenham uma maior compreensão da importância de um ambiental de qualidade e sustentável.

Com a perspectiva de que a juventude faz parte de um contexto de modificações sociais e de que os meios de comunicação são um campo social específico, detentora de poder, interesses, instituições e atores que disputam posições no jogo das interpretações da realidade, a comunicação construída por jovens deve ser estimulada a trabalhar nas áreas que temos sinalizado em parágrafos procedentes e nas temáticas tais como, a ciência, o meio ambiente e a saúde, com a finalidade de que novos jovens sejam sensibilizados a consumir uma informação direcionada para eles e que tenham por finalidade a educação para a sustentabilidade.

Neste sentido, se queremos lograr uma comunicação que colabore em benefício da sociedade jovem e que seja uma ferramenta fundamental que proporcione consciência na população e nos jovens, é necessário que todos os atores estejam envolvidos neste processo, atores tais como: pesquisadores, profissionais do campo científico, gestores públicos, jornalistas e outros comunicadores. Talvez este seja o caminho mais fácil para medir de que forma a aplicação do conhecimento nos veículos de comunicação é diretamente proporcional à qualidade de vida da sociedade[2]. E como demonstra diversos estudos empíricos no Brasil e no Mundo, é mais do que necessário criar um sistema onde todos participem do processo de difusão de uma comunicação para os jovens.

A juventude é a fase da vida marcada pelas ambivalências. Os projetos do futuro que são construídos pelos jovens encaixam perfeitamente no que chamamos de Desenvolvimento Sustentável, sendo o caminho que muitos jovens traçam para alcançar seus sonhos é o da Educação Ambiental, área que tem se tornado o meio de expressão e manifestação do desejo de atuar e participar. Vivenciar, desenvolver e compartilhar processos transformadores a partir da educação ambiental e do jornalismo ambiental mantém a chama da esperança acendida e possibilita reflexões para a construção de mudanças.

Entendo a sustentabilidade como "a possibilidade de se adquirirem continuadamente condições iguais ou superiores da vida para um grupo de pessoas e seus sucessos em u dado ecossistema (...) basicamente, se trata do reconhecimento de que é biofisicamente possível em uma perspectiva de longo prazo[3]", e percebendo de que a inquietude da juventude com relação ao seu futuro, o jornalismo ambiental feito por jovens para os jovens se propõe com uma ferramenta de todas as sociedades e que a partir disso seja possível a formação de um novo paradigma - subjetivo - que pode ser um instrumento para uma melhor qualidade de vida.

Nos atuais meios de comunicação vemos o que chama de "mídias jovens" tratarem a juventude como apenas "audiência" e, segundo informa a Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI, 2005), no Brasil somente 5,11% das fontes das notícias são jovens. Por este sentido, é mais do que importante que os jovens participem do processo de construção das notícias ambientais, onde teríamos uma maior participação dos jovens em todos os processos de construção e cobertura da notícia. Somente assim será possível desenvolver um jornalismo para a sustentabilidade.

Neste cenário de grandes mudanças sócio-econômicas-ambientais, a juventude aparece neste momento com a responsabilidade de promover um habitat mais equitativo, configurando a civilização e as atividades humanas de maneira que a sociedade, em suas mais diversas gerações possa "suprir as necessidades das gerações atuais sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprir as suas". Como o jornalismo trata da vida cotidiana, tendo como foco as singularidades dos fatos para construir suas notícias, não é de estranhar que a saúde e o meio ambiente tenham presença consideráveis na cobertura nos meios de comunicação e sejam temáticas tão presentes entre os jovens. Por isso, é muito importante que todos os jovens juntos possam construir uma comunicação que tenha como objetivo um discurso jovem para os jovens, onde sua finalidade seja as articulações para a reformulação do comportamento dos jovens em relação à crise ambiental existente.

Como desafios para essa compreensão e construção, já que reconhecemos o papel que os meios de comunicação exercem sobre nossa sociedade, apontamos a importância em direcionar essa influência nas construções de valores, mentalidades e atitudes, além de observar a capacidade dos meios de comunicação em estimular o desenvolvimento de uma visão crítica e de uma postura participativa para as questões que envolvem os jovens, sendo os jovens os agentes da mudança da informação participativa, através do jornalismo ambiental direcionado para os jovens, em que os jovens escrevam para o jovem.

Por tanto, a juventude é um instrumento muito importante no que se refere à promoção e difusão de práticas educativas e o poder dos meios de comunicação. Neste sentido, a utilização de uma informação feita pelos jovens para os jovens é fundamental, não só para realizar os diagnósticos, mas também para decidir estratégias, que são fundamentais para as mudanças sociais e a geração de uma sociedade sustentável.

Somente assim será possível atingir um dos objetivos do Capítulo 40 da Agenda 21: "É necessário fortalecer os mecanismos nacionais e internacionais de processamento e intercâmbio da informação e de assistência técnica conexa, a fim de assegurar uma disponibilidade efetiva e igualitária da informação produzida nos planos local, estadual, nacional e internacional, dependente da soberania nacional e ao direito de propriedade intelectual relevantes" (40.19)[4].

 

                


 [1] REIGOTA, Marcos. Meio Ambiente e Representação Social - 5º Ed - São Paulo, SP : Cortez, 2002.

[2] FREITAS, Carlos Machado de; PORTO, Marcelo Firpo. Saúde, Ambiente e Sustentabilidade. Rio de Janeiro : FIOCRUZ, 2006.

[3] CAVALCANTE, Leia Clóvis. Sustentabilidade da Economia: Alternativa de realização econômica, 1998, p 165.

[4] UNEP. Agenda 21. Acessado en: 25/05/2008.

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